11/09/01: o que rolava no mundo pop em setembro de 2001 e as teorias de conspiração.

Pra quem cansou do Blá Blá Blá de “onde você estava em 11 de setembro”.

11 de setembro de 2001 ficou marcado pelos atentados terroristas em Nova Iorque contra as Torres Gêmeas, o Pentágono em Washington e mais um quarto avião que caiu na Pensilvânia.

Mas como era o cenário musical e pop na época? Vamos aos fatos.

A internet começava a ter seu auge nessa época, e softwares como o Kazaa eram um dos principais buscadores para baixar música. Além disso, neste período o Napster, que disponibilizava músicas para download, começava o processo de acordo com as grandes gravadoras.

No entanto, na época, os CDs ainda representavam 94% das vendas das gravadoras.

Dentre os lançamentos estão a trilha sonora do filme “Glitter”, de Mariah Carey, lançado em 11 de setembro. E a banda irlandesa U2 iria lançar neste dia as datas dos shows da turnê americana do álbum “Elevation”. O System Of A Down lançava o seu segundo álbum, com a clássica Chop Suey.

Além do mais aquele ano marcava a estreia dos Strokes, com o álbum “Is This It”. O ano também é marcado pelo acidente de Herbert Viana no começo do ano, a saída de Rodolfo dos Raimundos e a morte de George Harrison em 29 de novembro de 2001. 

As paradas da Billboard, naquela semana, oscilavam entre “Fallin’” de Alicia Keys, “I’m Real” com Jennifer Lopez e “Someone To Call My Lover” de Janet Jackson.

No cinema durante aquele mês estreavam: “AI – Inteligência Artificial”, “Todo mundo em pânico 2” e “Velozes e Furiosos”. No Brasil estreia a famosa novela, “O Clone”, e o seriado “Os Normais” da Rede Globo.

Astros e homenagens

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, estava em Nova Iorque finalizando o treinamento em um Boeing 737 quando soube da notícia.

“Eu havia acabado de completar meu treinamento e já estava tudo pronto para voar. Eu estava com a banda em Nova York. Era um dia ensolarado, e eu estava sentado à beira da piscina do hotel. Eu estava com o manual do Boeing 757 no colo, lendo, quando uma senhora foi até a atendente da piscina e perguntou se era verdade que um avião havia se chocado com as Torres Gêmeas. Pensei que fosse um avião pequeno, privado, e voltei para minha leitura. Então, mais pessoas chegaram, e alguém disse que tinha sido um avião comercial, e eu pensei, Caramba!”. Conforme contou.

Paul McCartney também estava com seu jato em Nova Iorque e teve que cancelar o voo. O ex-beatle, seis meses depois, organizou o show “The Concert for New York”, que reuniu astros como Elton John, The Who, David Bowie, Eric Clapton, Jay-Z, Destiny’s Child, Backstreet Boys, Billy Joel, Goo Goo Dolls, Bon Jovi, Mick Jagger e Keith Richards.

O objetivo era arrecadar fundos para as famílias dos policiais e bombeiros que perderam suas vidas tentando resgatar sobreviventes no dia do ataque.

Além disso, Paul compôs o single “Freedom” em homenagem às vítimas do ataque terrorista.

Teorias da conspiração

Apesar de correr mais lentamente na internet, na época começaram a surgir possíveis mensagens em capas de discos, a famosa teoria da conspiração. Um exemplo claro é no álbum do Supertramp, lançado em março de 1979.

O álbum mostra a cidade de Nova Iorque vista da janela de um avião, com a atriz Kate Murtagh como uma garçonete, imitando a Estátua da Liberdade. No lugar da constituição, ela carrega o cardápio e no lugar da tocha, um copo com suco de laranja, sobreposto bem em cima das Torres Gêmeas.

No entanto, alguém muito criativo observou que a capa vista em um espelho o “UP” representa 11/09, e está bem em cima das Torres Gêmeas.

Outra coincidência sinistra está no álbum de Michael Jackson, “Blood on the Dance Floor: HIStory in the Mix”, de 1997.

A capa traz uma cidade envolta em fumaça ao fundo e Michael dançando com os braços como ponteiros de um relógio apontando para os números 9 e 11. O cantor ainda mantinha uma braçadeira simbolizando possivelmente o luto.

A banda Dream Theatre teve que trocar a capa do seu disco ao vivo em Nova Iorque, gravado no ano 2000. O motivo: a capa original continha uma montagem de fotos da banda, e no meio uma maçã amarrada com um arame pegando fogo e ao fundo as Torres Gêmeas e a Estátua da Liberdade.

Por fim, os discos foram retirados do mercado, e a capa foi trocada. Sendo assim, um exemplar com a capa original vale alguns milhares de dólares hoje em dia.