Live in Paris do Supertramp um dos meus discos favoritos.

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Live in Paris – Supertramp

Eu deveria ter uns 10 anos de idade quando ouvi o disco “Live in Paris do Supertramp”, isso por volta de 1982. Meu tio, Salvador, comprava álbuns importados em São Paulo e trouxe um dia, dois, da banda liderada por Roger Hodgson e Rick Davies, o Live in Paris lançado em 1980 e o último lançamento, “Famous Last Words” (que ganhei de aniversário e tenho até hoje). 

Mas vamos ao Live in Paris, o disco me encantou, lembre que em 1982 ainda era vinil e as capas, encartes, contracapas de discos eram uma atração à parte. Neste caso, a capa mostrava a foto do público, e Arco do triunfo ao fundo como se fosse uma aquarela em obra de arte. 

Ao abrir o disco duplo, fotos da banda, e uma imagem grande em destaque dos integrantes a caminho do palco, aquilo me arrepiava, eu ouvia o álbum inteiro vendo as fotos e imaginando como era tocar ou vê-los ao vivo. 

O Supertramp foi responsável pelo meu interesse pela língua inglesa.

As faixas, como “Dreamer”, “Hide your shell”, “The Logical song”, “School”, “Take long way home”, “Breakfast in America”, “A soapbox opera”, soavam como familiar, harmonias perfeitas, letras sobre fatos traumáticos, como a segunda guerra mundial, e a ironia e o sarcasmo tipicamente britânico. 

No entanto, não sabia que aquelas longas canções com acordes e mudanças melódicas, além da fusão do jazz, pop e clássico, se chamava rock progressivo.  

Outro fato, é que até então, a gente dependia de poucas revistas especializadas em música, e raros videoclipes em programas de TV. Tudo ficava no campo da imaginação mesmo, ou de alguém que viajava pra fora e trazia novidades, ou o que tocava no rádio. Disco nesta época era caro, importado, mais ainda.

Fui ver este show do Supertramp em VHS nos anos 90, e somente em 2006 que o álbum foi remasterizado e lançado em DVD. 

Infelizmente o ano que eu conheci o Supertramp, 1982, foi o seu derradeiro, as brigas entre Roger Hodgson e Rick Davies se tornaram mais frequentes e intensas, ao mesmo tempo que o novo novo single, “It´s raining again”, dominava as paradas de sucesso no rádio e o videoclipe passava em algum programa na TV Manchete, algo assim. 

Logo depois, Roger Hodgson deixava o grupo, e o Supertramp continuava, mas sem o mesmo brilho. 

Roger Hodgson tinha turnê para o Brasil em 2020, mas devido a pandemia mudou para 2021. Contudo, para a tristeza de todos cancelou a turnê, resta esperar que o próximo Breakfast seja na América do sul. 

Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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