Kurt Cobain em ‘In Utero’: um mergulho profundo em sua angústia e depressão

“In Utero”, um disco lançado em 1993, que traz letras cheias de significados como um prelúdio do que estava por vir. 

O terceiro álbum do Nirvana “In Utero”, completou 30 anos de lançamento em 2023. O disco é a despedida de Kurt Cobain, mas ao mesmo tempo representou uma forma dele extravasar sua angústia, dor e pressão. Principalmente sobre a fama repentina alcançada através do álbum “Nevermind”, de 1991.

Fãs voltados as canções mais populares do Nirvana, imaginavam que a banda iria seguir a mesma formula neste novo trabalho.

No entanto, a banda trouxe músicas cheias de transgressão e provocações, sujas, e mais pesadas.

Como por exemplo, a desesperadora “Scentles Apprentice”, onde Kurt colocou pra fora grande parte de seu grito por socorro, “Você não pode me demitir porque eu parei. Jogue-me no fogo e não vou ter um ataque”. Diz parte da letra.

Então, vamos a mais canções.

“In Utero”, traz “Heart-shape Box”, uma canção que tem uma particularidade com o Brasil. A gravação e produção da música começou no Rio de Janeiro na época que a banda esteve no país para tocar no péssimo show que o Nirvana fez no Hollywood Rock em 1993.

Em “Heart-Shape Box”, alguns especialistas da banda acreditavam que fosse sobre o relacionamento conturbado com a esposa Courtney Love. “Ela me olha como um pisciano quando estou fraco. Eu fui atraído para sua armadilha magnética de alcatrão”, diz a letra.

“Dumb”, é uma das melhores músicas do álbum, com seus arranjos de cordas, que ficaram melhores ainda quando a banda tocou no acústico MTV no final de 1993. Kurt em uma entrevista declarou que a música foi inspirada nas pessoas que são felizes e passam pela vida sem ter depressão, ou serem infelizes, havendo até uma ponta de inveja por não ser assim.

“Eu não sou como eles, mas posso fingir. O sol se foi, mas eu tenho uma luz. O dia acabou, mas estou me divertindo, eu acho que sou idiota, Ou talvez eu esteja apenas feliz”. Diz a letra.

“Diários de Kurt Cobain”, um livro autêntico sobre o vocalista do Nirvana

“All Apologies”, composta em 1990, e era para ter sido um folk, segundo Dave Ghrol, a faixa também ganhou um arranjo de Violoncelo que dá um ar nostálgico a melodia. Já a polêmica “Rape Me”, quarta faixa do disco, ficou proibida de tocar nas rádios, o motivo por acharm que estimulava a violência sexual.

Por todo aquele ano Kurt teve que explicar que a canção era justamente anti-estupro e não uma apologia. 

Por fim, fique com o videoclipe de Heart-shape Box, uma obra prima do rock: