George Harrison completaria 80 anos neste 25 de fevereiro,

George Harrison, o Beatle não tão quieto

Por Sandro Abecassis

George Harrison, nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 25 de fevereiro de 1943, foi um dos integrantes mais importantes da lendária banda britânica The Beatles. Como guitarrista e compositor, Harrison teve um papel fundamental na história da música popular do século XX e deixou um legado duradouro em seus fãs e admiradores.

Infelizmente, Harrison faleceu em 29 de novembro de 2001, vítima de um câncer de pulmão. Se estivesse vivo, ele completaria 80 anos em 2023. Uma curiosidade, nos último meses de vida, George viveu com a família em uma propriedade de Paul McCartney nos Estados Unidos, desfazendo a lenda que ambos morreram brigados. 

Outro fato curioso é que, semelhante a John Lennon, ele também sofreu um atentado contra a sua vida e da esposa, Olivia, quando um fanático chamado Michael Abram, invadiu sua casa em Londres no dia 30 de dezembro de 1999.

O músico chegou a ser esfaqueado várias vezes, e Olivia, conseguiu deter Abram utilizando um abajur. George sobreviveu, mas há quem diga que este fato piorou a condição de saúde do músico, que naquela época já havia manifestado um câncer na garganta. 

Primeiros anos de vida e a formação dos Beatles

George Harrison nasceu em uma família modesta de Liverpool, cidade portuária do norte da Inglaterra. Seu pai, Harold, era motorista de ônibus e sua mãe, Louise, dona de casa. Desde cedo, Harrison mostrou interesse pela música e começou a tocar guitarra aos 13 anos. Inspirado pelo rockabilly de Elvis Presley e Carl Perkins, ele formou uma banda chamada The Rebels, que se apresentava em casas de shows locais.

Harrison era amigo de Paul McCartney desde a pré-adolescência, e foi Paul que apresentou George para John, logo depois que ele entrou para o The Quarrymen. A partir de então, naquele ano de 1958, estava formado o núcleo principal do que viria a ser Os Beatles.

O filme “Nowhere Boy” mostra este encontro:

O Sucesso

Os Beatles se tornaram uma sensação mundial a partir de 1964, com hits como “Love Me Do”, “I Want to Hold Your Hand” e “She Loves You”.

Embora Lennon e McCartney fossem os principais compositores da banda, Harrison começou a ter mais espaço para suas próprias músicas a partir do album “Rubber Soul”. Dentre as suas composições, estão, “if I needed someone”, “Taxman”, “Think for yourself”, “Old Brow shoes”,  “While My Guitar Gently Weeps”, “Something” e “Here Comes the Sun”. 

George foi o responsável por apresentar a cultura indiana aos amigos da banda, igualmente aos instrumentos, como por exemplo, a cítara. O instrumento está presente em canções da banda como, “Nowergian Wood” e “Within You Without You“.

Carreira solo e influência na cultura pop

 

Após o fim dos Beatles, em 1970, George Harrison iniciou uma carreira solo de sucesso. Seu primeiro álbum, “All Things Must Pass”, de 1970, é considerado uma obra-prima da música popular e traz hits como “My Sweet Lord” e “What Is Life”.

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Acima de tudo, Harrison também se destacou como produtor, trabalhando com artistas como Ravi Shankar, Eric Clapton e Billy Preston. Além disso, o ex-Beatle financiou projetos para o cinema, como o do grupo Monty Python, com uma atuação rápida no filme, “A vida de Brian”

Veja: 

Dentre os momentos históricos, estão o Concerto para Bangladesh, realizado em 1971, com a participação de Bob Dylan, Ravy Shankar, Eric Clapton, Billy Preston e Ringo Starr. Aliás, Ravi Shankar seria não só um conselheiro espiritual para o ex-Beatle, mas sobretudo, um parceiro musical e amigo para toda a vida.

Contudo, falando em amigos, George tinha uma amizade com o piloto brasileiro, Emerson Fittipaldi. Fá de fórmula F1, Harrison era figurinha fácil nos padocks do grande prêmio, chegando a vir ao Brasil em 1979. Nos anos 80 conheceu, inclusive, Ayrton Senna e Nelson Piquet nos anos 80.

É fato dizer, que George fez parte de duas grandes bandas, Os Beatles, e a Traveling Wilburys. O grupo tinha, Roy Orbison, Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Lyne.

Ruim de finanças.

Mesmo com uma fortuna avaliada em US$ 400 milhões de dólares hoje, o ex-Beatle teve alguns tropeços na carreira com relação a dinheiro. George tinha uma produtora de cinema, a HandMadeFilms, que foi quem financiou “A vida de Brian”, no entanto, no final dos anos 80 ele descobriu que sua empresa tinha que arcar com 100% dos custos das produções financiadas e não 50%, isso fez com que o ex-Beatle perdesse bastante dinheiro.

Nessa época, o guitarrista não falava muito bem da antiga banda, mas para salvar George da falência, Neil Aspinal, auxiliar de produção dos Beatles, convenceu Harrison a participar de um projeto idealizado por Paul, que viria a ser o Anthology, lançado no começo dos anos 90, com a chancela de Yoko e Ringo.

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No documentário, Ringo, Paul e George gravam digitalmente, “Free as a bird”, música com a voz de Lennon gravada em um tape caseiro, e a produção também teria “Real is love”. O documentário destrincha toda a carreira do quarteto de Liverpool.

Para este documentário George estabeleceu algumas exigências, como de que a produção tivesse a assinatura de Jeff Lyne. O que foi aceito.

Quem é fã dos Beatles, percebe claramente que em alguns momentos do Anthology George se sente desconfortável. Contudo, para se “safar” usa o famoso humor e sarcasmo inglês. 

Veja aqui

Por fim, a influência de George Harrison na cultura pop vai além da música. Ele foi um defensor da filosofia hindu e da meditação transcendental, que influenciaram a vida