Saiba o que Não fazer com um paciente com Alzheimer.

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Pacientes com Alzheimer necessitam de atenção e muitos cuidados.

No Brasil existem cerca de 2 milhões de pessoas com Alzheimer segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). A doença acomete idosos, principalmente após os 60 anos, não tem cura e é progressiva.

No entanto, o tratamento de forma precoce retarda o aparecimento de sintomas mais graves. 

Dentre os sintomas estão perda de memória, ansiedade, depressão, irritação, falhas cognitivas, e no estágio final imobilidade física, bem como cerebral. 

Tratar e cuidar de pacientes com Alzheimer não é uma tarefa fácil até mesmo para profissionais, imagine para cuidadores, que normalmente são familiares próximos.

Quando começam as confusões de informações, lembranças de 30 anos como se fossem ontem, ou a repetição da mesma pergunta quatro ou cinco vezes em pouco espaço de tempo, assusta.

Dessa forma, preparamos uma lista do que Não fazer com o paciente que possuí Alzheimer.

Confira:
  • Não confronte jamais, mesmo que doa e você esteja certo. O paciente com Alzheimer por vezes perde a noção do que fala, diz e pensa, e muitas vezes depois nem vai lembrar o motivo do confronto;
  • Finja que acredita no que ele (a) diz. É a melhor forma, porque se você desmentir, a pessoa vai se sentir diminuída, principalmente na fase inicial, quando ainda consegue analisar alguns aspectos. Se ela perceber que o que diz realmente não é verdade vai ficar mais confusa;
  • Passe segurança quando o paciente sair de casa, porque as vezes quer logo voltar para o lar seguro, então sempre diga que não vai demorar ali para que ele (a) não sofra;
  • Estimule a mente do paciente, com jogos, caminhadas, vendo fotos ou vídeos antigos, evite muita televisão;
  • Ofereça sempre água, alguém que tem Alzheimer pode simplesmente esquecer de tomar água, o que pode ocasionar problemas como infecções e desidratação;
  • Dê ao paciente, uma pulseira, cordão, bem como relógio com identificação, nome, endereço, número de contato. É muito fácil um idoso fugir da nossa vista e se perder, como ocorre com as crianças;
  • Use o tom de voz suave, com leves toques no corpo;
  • Não repreenda. Se o idoso vestiu uma blusa do avesso, não informe, apenas diga, “Vamos trocar essa blusa?”, ou “Olha eu acho que essa outra blusa fica linda em você”. Assim, o cuidador consegue fazer que vista do modo certo sem constrange-lo.
  • Negocie, as vezes ele (a), não quer tomar banho ou comer, ofereça algo que ele gosta em troca, as vezes dá certo.
Acompanhamento

Por fim, lembre-se, do acompanhamento médico, com neurologistas, psiquiatras, e principalmente geriatra.

Existem serviços gratuitos, em universidades como a UFSC e através do SUS. No site da Associação Brasileira de Alzheimer o internauta encontra diversas ações em todo brasil que podem ajudar.

Fonte: canal O Bom do Alzheimer.

Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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