Morten Harket do A-ha, conta em livro quando tentou se isolar de fãs no Acre.

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Morten Harket do A-ha, viajou em 1989 no auge da fama, para o Acre para tentar ficar mais tranquilo sem a presença de fãs, mas não deu muito certo.

No ano de 1989, o hit “Take On Me” do A-Ha era tocado em quase todas as FMS do Brasil, e presença garantida em qualquer seleção de DJ´s nas festas pelo país. Além do mais, o videoclipe inovador, uma mistura de animação e vida real cativava mais fãs. 

A banda do trio norueguês Morten Harket, Magne Furuholmen e Paul Waaktaar alcançou fama mundial. Sendo assim, em março de 1989 eles desembarcaram no Brasil para cinco apresentações. Duas na praça da Apoteose no Rio de Janeiro, e três shows no estádio Palestra Itália em São Paulo. 

Morten Harket, vocalista do A-ha, conta a passagem desta primeira turnê pelo Brasil no seu livro, “My Take On Me”’, com versão em portugués na Amazon.com, lançado em 2017.

Refúgio no Acre

Uma destas histórias, é que Morten queria ir a um lugar se refugiar e andar normalmente sem que fosse reconhecido, brincadeira ou não, mas o artista escolheu Rio Branco, capital do Acre, na região norte do país no meio da Floresta Amazônica. 

Morten alugou um avião com mais dois amigos e voou para o norte do Brasil. O piloto pousou, mas o guia contratado não apareceu, contudo um taxista atento a estrangeiros e turistas que chegavam na região, se ofereceu para levá-los. 

Ao chegar no hotel, contratam um outro guia, chamado Jeferson, e o próprio Morten conta no livro.

“Seu nome era Jeferson. Ele convidou nós três para uma refeição em sua casa, para discutir a nossa visita. Assim que terminamos de comer, Jeferson quis ampliar sua generosidade como anfitrião: debruçando-se sobre a mesa, perguntou se eu gostaria de ficar com sua mulher à noite. Jeferson não entendia a minha recusa”. Conforme conta Morten.

E finaliza, “Ela é muito boa. E oferecia de novo cada vez que eu recusava”. 

A descoberta

Naquele momento, a passagem de Harket no Acre ainda não tinha sido percebida, ele era apenas mais um dos muitos estrangeiros que visitavam a região. 

No entanto, o sossego iria durar pouco. Por conta de que no dia seguinte quando faziam um passeio de canoa no momento que aportavam na margem de um rio, ele começou a ouvir um som que já estava acostumado. “O calafrio me percorreu a espinha. Escutei ruídos surdos de passos e gritos histéricos e vi um grupo de 30, 40, 50 mulheres correndo em nossa direção”. Escreveu na biografia. 

“Tudo que tinha atrás de mim era rio. Não tinha como escapar. Naquele momento me pareceu que não restará mais nenhum lugar para ir”. 

Naquela época os veículos de comunicação eram o rádio, revistas, jornais e a TV, com um poder imenso de persuasão. E antes da banda chegar no Brasil, O Fantástico da Rede Globo, exibiu uma entrevista com os três para a divulgação dos shows no país. No Brasil dos anos 80, as famílias ainda se reuniam em torno da TV, principalmente aos domingos, onde “O Fantástico” e o “Programa Silvio Santos”, tinham grande audiência. Portanto, não haveria mesmo como esconder. 

O livro “My Take On Me”, ainda revela os desentendimentos entre os colegas de banda, Magne Furuholmen e Paul Waaktaar-Savoy, que levou a separação do grupo ainda nos anos 90. E por fim, a publicação conta os bastidores de produção dos videoclipes, “Take On Me” e “The Sun Always Shine On Tv”.