Elvis Presley: um legado marcado por brigas familiares.

Elvis Presley se estivesse vivo faria 89 anos. Legado do cantor hoje, além de lucrativo, é motivo de brigas judiciais familiares.

Neste dia 8 janeiro de 2024, Elvis Presley, completaria 89 anos de vida. Nascido em 1935, e morto em 1977 devido a complicações que envolviam abuso de remédios para dormir e problema ligados a obesidade, o legado do chamado, “ Rei do Rock” continua firme, e vendendo, com um lucro de cerca de US$ 100 Milhões de dólares por ano, totalizando hoje uma fortuna avaliada em avaliada na casa dos 10 dígitos, somente o patrimônio da mansão Graceland em Memphis vale cerca de US$ 1 bilhão de dólares. 

No entanto, quando Elvis morreu ele tinha uma fortuna avaliada em apenas US$5 milhões de dólares. Além disso o cantor estava afundado em dívidas, mas deixou um fundo para sua filha Lisa Marie que na época estava com 9 anos.

Logo, como era menor, sua mãe Priscilla, apesar de divorciada de Presley foi quem administrou o espólio e fez os números os crescerem após a morte do cantor, transformando Graceland em um ponto de peregrinação para os fãs, além da licença sob produtos de Elvis. 

Elvis Enterprise

Em 1989, somente através da Elvis Presley Enterprise, empresa criada por Priscilla, o faturamento do espólio de Elvis gerava algo em torno de US$15 milhões de dólares por ano. A partir de 1993, Lisa Marie assumiu a administração através da Promenade Trust junto com o administrador Barry Siegel, e sua mãe se tornava apenas curadora. Até 2005 o valor dos ativos haviam chegado a casa de US$100 milhões de dólares. 

No entanto, mesmo o espólio de Elvis gerando lucro e além dos dividendos sob o fundo, Lisa Marie tinha gastos exorbitantes, e estava atolada em dívidas e resolveu vender 85% da Elvis Enterprise para Robert Simelmann. A venda resultou algo em torno de US$85 milhões de dólares. 

Silbermann, por outro lado, em 2013 vendeu sua parte para a Authentic Brand Groups, que hoje administra as operações de Graceland e direitos autorais das obras de Presley. As ações de Lisa Marie se tornaram quase nada, e ela ainda brigava na justiça com o administrador Barry Siegel. Tanto é que em 2016 o fundo de Lisa tinha apenas US$14 mil dólares e suas dívidas somavam mais de US$500 mil dólares. 

Ou seja, Lisa Marie lapidou o patrimônio deixado por seu pai. 

Lucros Reais.

Em 2018, a Elvis Enterprise arrecadou cerca de US$110 milhões anuais, sendo, US$80 milhões em grande parte pelas operações na Mansão em Graceland e o restante entre direitos sobre músicas e o lucro em cima da Cinebiografia, “Elvis”. 

Um ano antes de morrer, em 12 de janeiro de 2023, Lisa Marie ainda conseguiu reverter seus ganhos na justiça e recebeu algo em torno de US$1,5 milhões de dólares. Contudo, ela morreu como funcionária da Elvis Enterprise, recebendo salário de apenas US$4.500 dólares. Lisa Marie morreu com cerca de US$800 mil dólares em ações e títulos, mas devendo algo em torno de US$3 milhões de dólares. 

Com o falecimento de Lisa, sua filha Riley Keough assumiu as responsabilidades relacionadas ao fundo e a gestão dos 15% dos lucros provenientes da Authentic Groups. Simultaneamente, passou a encarregar-se da quitação de eventuais dívidas associadas. 

A briga judicial agora é da ex-esposa de Presley, Priscilla, com a neta Riley, para tentar reverter toda a má administração de Lisa Marie. O que é quase impossível.

A família Presley tem vivido mais tragédias. Como por exemplo, a morte do filho de Lisa Marie, Benjamim, que tirou sua vida em 12 de julho de 2020. O livro: “Elvis, o amor descuidado” é uma excelente biografia para conhecer mais a fundo a história do astro.

Filme “Priscilla” sem músicas de Presley.

Essa briga judicial se refletiu no filme, “Priscilla”, que está em cartaz nos cinemas, baseado no livro autobiográfico, “Elvis e eu”, escrito em 1985 por Priscilla Presley.

A trama que conta a história do casal não toca nenhuma música de Elvis. O motivo, muito simples, a Authentic Groups Brands, que detém os direitos da obra do Rei do Rock não autorizou a veiculação de nenhuma música. Tanto é que a produção traz apenas covers, como por exemplo, “Venus”, interpretado pelo marido da diretora Sofia Coppola, Thomas Marr. 

 

Inclusive o roteiro do filme foi criticado por Lisa Marie, pouco antes de morrer em um comunicado enviado a diretora Sofia Coppola. “O meu pai só aparece como um predador e manipulador. Como filha dele, eu não vejo nada do meu pai neste personagem, nem a perspectiva que minha mãe tem dele. Leio este roteiro e vejo uma perspectiva chocantemente vingativa e desdenhosa”. 

Sofia respondeu: “Espero que ao ver o filme, você se sinta diferente e entenda que estou tomando muito cuidado para homenagear sua mãe, e ao mesmo tempo, apresentar seu pai com sensibilidade e complexidade”. 

Por fim, Lisa Maria, morreu em 12 de Janeiro de 2023 e não chegou a ver o filme pronto.