O comportamento do brasileiro diante de uma pandemia.

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A day in the life

Não vou nem falar de governantes ou governos, porque acredito que eles estão mais preocupados com seus próprios benefícios do que com a população.

Vou escrever minha visão sobre o comportamento dos brasileiros diante de uma pandemia catastrófica.

O que vemos é algo surreal. Quando estudava na 6ª serie e o professor de história dava aula sobre a revolta da vacina ocorrida no início do século no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, achava aquilo um absurdo, como as pessoas podem ser contra algo que vem para o bem? “Ah, mas tem efeito colaterais”, querido, até encher a cara de cerveja dá efeito colateral do que dirá medicação ou vacina.

Outro fato interessante só pra desenhar para que alguns entendam, são os filmes de pandemia, zumbi, tubarão, piranhas, onde as pessoas simplesmente ignoram avisos, e você pensa, “ninguém poderia ser tão idiota?”, São sim.

Basta abrir as redes sociais pra comprovar as pessoas sem máscaras ou sem qualquer cuidado, até mesmo no trabalho, que de fato é algo essencial.

São festas, confraternizações, shows, idas a academia, praia, postadas na rede sem menor pudor, aí entra um fator, a vaidade, a busca por curtidas, a competição com o outro, o romantismo tolo de que o mundo está um mar de rosas, e as frases de coachs baratos ecoam – “Viva o hoje, amanhã nunca se sabe”.

A Era da informação é de certo modo antagônica ao conhecimento.

Tudo disponível, não precisamos mais pesquisar em coleções enormes como a antiga Barsa, basta acessar o site de uma universidade, de um instituto que está tudo lá. Mas não, preferem acreditar no vídeo enviado pelo zap de alguém falando uma teoria absurda de conspiração.

Tenho 48 anos, vivo com estas teorias faz muito tempo. Sou dá época que diziam que tinha HIV no ketchup e hoje acreditam que tem HIV na vacina, e que esta vacina pode mudar o teu DNA…fui mau aluno, mas não a este ponto.

Rezar, orar, fazer mantras adianta, mas se o comportamento não ajudar já era. Fico imaginando Deus, Jesus, e todos outros mestres espirituais analisando “lá de cima” nosso comportamento, tolo, infantil. Dizem que guerras, crises evoluem sociedades, eu creio que o Brasil é um caso que vai na contramão de tudo isso.

Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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