Mulheres na linha de frente: os rostos femininos por trás da pandemia

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Relato de profissionais que atuam na Saúde da Prefeitura de Florianópolis

Segunda-feira, dia 8 de março, é comemorado o dia internacional da mulher. A data é também uma lembrança de tantos rostos femininos que atuam em meio à pandemia do novo coronavírus, numa batalha prestes a completar um ano de duração.

Dessa forma, a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Saúde, relatou algumas das histórias de mulheres que estão na linha de frente.

Fernanda Mendonça, 13 anos de atuação na Vigilância Sanitária de Florianópolis

Fernanda de Mendonça tem 33 anos e atua como fiscal da Vigilância em Saúde de Florianópolis há 13 anos. A fiscal relata que uma das situações que mais a marcou em meio à pandemia foi a fiscalização de um surto em uma Instituição de Longa Permanência em um sábado pela manhã. A princípio, o local passou por fiscalização conjunta e investigação epidemiológica.

“A ação de fiscalização é um ato complexo e dinâmico, e na pandemia isso se potencializou com toda a alteração de legislação e situação de classificação de risco, demandando muito esforço e dedicação dos profissionais atuantes. Tenho muito orgulho em fazer parte da equipe de Vigilância em saúde do município e do trabalho lindo que está sendo executado”, conforme comenta Fernanda.

Marília Cordeiro Manhães Andrade, técnica de enfermagem com 13 anos de atuação

Marília Cordeiro Manhães Andrade é técnica de enfermagem e trabalha há 13 anos em Centro de Saúde de Florianópolis. Atualmente no Córrego Grande, Marília conta que a base do seu trabalho é a empatia e harmonia com todos e com os pacientes. Nesse sentido, a profissional também tem atuado como vacinadora contra à covid-19 na campanha municipal.

“A confiança e a relação que esse público tem conosco é especial”, conta emocionada. E conclui: “Amo o que faço. Esse momento não tem sido fácil para os profissionais da saúde, mas tem sido de muito aprendizado”.

Juliana Nogueira Garcia, médica de família no Centro de Saúde Trindade

Juliana Nogueira Garcia estava no terceiro ano de residência em Medicina de Família quando a pandemia começou, há um ano. No entanto, precisou entrar na linha de frente para o tratamento de paciente com sintomas respiratórios. A médica relata por exemplo o trabalho durante esse período.

“Estamos em contato próximo com o sofrimento físico e mental das pessoas. Isso é muito desgastante, mas também é recompensador perceber que elas se sentem apoiadas por nós e confiam no nosso trabalho”, afirma a médica. Juliana já atuou, inclusive, na transferência e acompanhamento de pacientes com casos de Covid-19 encaminhados sobretudo aos serviços de emergência da região.

Adriana de Souza Kuchenbecker, psquiatra do CAPS AD

Adriana de Souza Kuchenbecker atua há 21 anos com dependência química, nos últimos 5 na Prefeitura de Florianópolis, e há 3 no CAPS AD Ilha. Acima de tudo, a profissional relata que o maior desafio em meio à pandemia foi reinventar os atendimentos e manter a rotina e bom humor.

“Acho que o maior desafio da pandemia foi lidar com a necessidade de manter a rotina e o bom humor diante de tantas dificuldades. Cada sorriso, cada olhar de gratidão quando melhoramos sintomas, aumentamos dias de abstinência e ajudamos a construir novos projetos de vida, isso é o que não tem preço”, comenta a psiquiatra.

Raquel de Siqueira, enfermeira no Centro de Saúde Balneário

Mulheres na linha de frente: os rostos femininos por trás da pandemia

Raquel de Siqueira atua há 9 anos na Prefeitura de Florianópolis. Sendo assim, a enfermeira está diretamente envolvida com o processo de vacinação, e relata que este é um grande momento de emoção em sua vida.

“Foi muito emocionante vaciná-los e receber a vacina. Dentro de todo esse contexto que vivenciamos hoje, a vacina nos dá esperança de dias melhores. Pensar que estamos fazendo promoção e prevenção de saúde em um momento que corremos atrás do prejuízo em relação ao Covid é maravilhoso”, diz a enfermeira.

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