Governo do estado vai investir R$ 20 milhões no Museu do Mar.

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O Governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés, e o presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Edinho Lemos, anunciaram um investimento de R$ 20 milhões para licitação e reforma completa do Museu Nacional do Mar – Embarcações Brasileiras. O espaço, localizado em São Francisco do Sul, é o quinto maior do mundo em acervo e o primeiro da América Latina.

“Essa intervenção é importantíssima e histórica”, destacou Moisés

Foto: Márcio Henrique Martins / Assessoria de Comunicação FCC

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que se comemorou a Data Magna do Estado, 11 de agosto, quando aconteceu a criação da Capitania de Santa Catarina no ano de 1738. Todos os anos, de acordo com a lei 15.109/10, neste dia, a Capital é transferida, simbolicamente, para o município localizado no Litoral Norte de Santa Catarina, como marco por se tratar da cidade mais antiga do estado.

“A FCC se sente lisonjeada porque, desde 1993, ano de inauguração do Museu Nacional do Mar, nunca aconteceu uma reforma destas completa, numa monta tão grande como a que está sendo feita pelo Governo do Estado”, comemorou o presidente da FCC.

O Museu

Foto IPHAN

O Museu Nacional do Mar está abrigado nos galpões de uma extinta empresa de navegação. Criado em 1991 pelo decreto 615, de 10 de setembro, inaugurado em dezembro de 1992 e aberto para visitação do público no início de 1993. O espaço é uma referência para o patrimônio naval brasileiro, reunindo em seu acervo uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país.

A ideia da criação do museu surgiu nos anos de 1980, durante os estudos para o tombamento do centro histórico de São Francisco do Sul.

Ainda hoje é possível visualizar os trilhos para vagonetes que ligavam os amplos galpões aos trapiches, onde atracavam os navios que faziam o transporte de erva-mate, sal e outros produtos. Além disso, a construção está em sintonia com a bela Baía da Babitonga, a qual é possível vislumbrar logo na entrada do museu e durante boa parte do percurso da exposição.

No entanto, entre 2003 e 2004, o local passou por obras para receber uma grande diversidade de embarcações. O acervo está organizado em salas divididas por temas. Acima de tudo, entre as peças disponíveis à visitação do público, estão barcos em tamanho natural, peças de modelismo e artesanato naval. Por fim, o acervo conta ainda com traineiras, botes, jangadas (de cinco paus e de tábuas), saveiros da Bahia e o cúter do Maranhão.

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