Guga Kuerten: 20 anos da conquista do bi em Roland Garros.

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Neste dia 11 de junho, o “Manezinho” da ilha de Florianópolis, Gustavo Kuerten, completa 20 anos da conquista do Bi campeonato de Roland Garros no ano 2000. 

Em uma das campanhas mais difíceis da carreira, Guga superou Magnus Norman, vencendo o sueco por 3 sets a 1. Durante a partida foram 11 match-points até a vitória, com correção do árbitro após contestação do Brasileiro e por a vitória no tie-break depois de mais de 50 minutos.

A campanha de Roland Garros foi marcada por viradas histórias, como por exemplo em cima de Yevgeny Kafelnikov e Juan Carlos durante as quartas e semi-finais. 

“Ficou claro que ali tivemos uma resposta segura que o número 1 iria acontecer. Aquele título foi o mais difícil dos três. Em 1997 foi a casualidade, claro que foi uma façanha maior do que as outras duas, mas conhecer Roland Garros e voltar batendo na trave em 1999 onde eu era favoritíssimo e sentir na pele o tamanho do torneio, como é saber os detalhes, ganhando importância”, disse Guga que classificou o duelo contra Kafelnikov como o mais difícil.

Jogo complicado

“O jogo mais complicado de todos foi o Kafelnikov, nas quartas, seguramente. Eu vi o replay estes dias e o jogo tava perdido. Era 4 a 2 no quarto set, com dois sets a um pra ele, e 40-15, ele sacando. Uma bolinha ele dá uma bobeira, na outra eu jogo um pouco melhor e de repente o cenário muda e abre o caminho pra vencer.”
Guga venceu o Russo Kafelnikov com sets de 63 / 36 / 46 / 64 e  62, depois de uma longa e exaustiva partida. Kafelnikov perdia novamente para Kuerten como em 1997 em Roland Garros. O Bi campeonato em Roland Garros no ano 2000 colocou Guga Kuerten no melhor momento da carreira, chegando a um padrão profissional diferente do primeiro título em 1997, ali ele percebe que pode desafiar Agassi e Sampras, com a possibilidade de ultrapassá-los.
A semi-final que parecia mais fácil, não foi tanto. O oponente era o espanhol Ferrero, de 20 anos, era como se fosse o Guga de 1997.  Perdendo dois sets o Brasileiro teve que ir em busca da vitória no erro do adversário. “Então o espanhol que só vinha mandando martelada, deu uma curtinha nada a ver e errou. Ganhei um ponto de brinde. Pensei: ‘Epa, peraí, essa bola já foi uma tremenda cagada. O cara começou a inventar. Tá partindo pra besteirada? Boa. Taí minha chance’. O cansaço sumiu, substituído pela postura de campeão”. Destaca Guga no seu livro.
De um 2×1 em sets contrário e perdendo também por 2×1, com quebra de saque, o quarto set, Guga devolveu e tomou a liderança em 3×2 dentro da parcial, para fechar aquele set em 6/4. O quinto set foi em 6/3, com as rédeas da partida até o final. 

Enfim, a Final.

Enfrentando o Sueco Magnus Norman, o Catarinense não só enfrentou o maior rival daquele período, mas também as controversas decisões do arbitro em que a interpretação de uma bola fora poderia ter dado o título a Guga, encurtado a partida em 50 minutos. Contudo, Gustavo Kuerten venceu por 3 sets a 1, conquistando o bi campeonato e abrindo o caminho para o tri em 2001.
Hoje, Gustavo Kuerten mantém o Instituto Guga Kuerten em Florianópolis, que tem o propósito de incentivar crianças através do esporte e educação. Confira história do tenistas, em Guga, um brasileiro, uma biografia lançada em 2014, que conta a história do tri-campeão de Roland Garros, surfista, torcedor do Avaí e de fato uma das maiores personalidades brasileiras. 
Relembre o último set contra Magnus Norman:

Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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