Empreendedores buscam alternativas para manter seus negócios

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Delivery como aliado do comércio.

 

Empreendedores buscam na criatividade uma forma de suprir os serviços que antes eram de forma presencial e hoje são só pelo delivery, ou tiveram as atividades restritas. Entretanto, um dos aliados é a internet e as mídias sociais que fazem uma linha direta com o cliente. 

 

Contudo, a criatividade e a aposta em novidades pode ajudar empreendedores. Como o empresário Thiago Monassa, dono do restaurante Churrasco da vila em Manaus, que apostou em combos a um custo baixo.

 

“Nós tivemos que nos adaptar, tanto a forma de servir nossa comida, elaborar técnicas de marketing para atingir um público. A gente está sempre trabalhando com promoção agora vai entrar um cardápio só de combos. A gente tenta trabalhar um cardápio mais enxuto pra ter um custo mais baixo, porque o movimento teve uma queda ficando só com o delivery, hoje em dia essa meta baixou por causa do delivery”. Disse Thiago.

Churrasco da Villa

Ele diz que com a queda do movimento físico a aposta nas mídias digitais foi a forma para chegar aos clientes. “as plataformas digitais com instagram, facebook, whatsApp a gente utiliza bastante diariamente, sempre está postando informações sobre pratos novos, sobre novidades que a gente tem no cardápio”. Afirma.

 

No entanto, apesar do movimento baixo, Thiago adaptou o quadro de funcionário no modo de rodízio para não demitir. “Nós não despedimos nenhum funcionário nosso, nós estamos fazendo rodízio, diminuímos a carga, que não estamos mais atendendo no salão somente delivery, mas a gente está fazendo o revezamento destas mesmas pessoas”. 

Sobre as restrições.

Thiago aprova as restrições do governo, entretanto pensa em alternativas  : “em questão da paralisação nós somos a favor. Desde que tenha um auxílio para essas empresas para elas poderem passar por este período porque muitas pagam aluguel e tem muitos funcionários”. Finalizou.

Produtos da Aroma.

Aroma da Amazônia.

Nayla Santos Mendes, proprietária da empresa Aroma ativo da Amazônia, sentiu os efeitos da pandemia no seu negócio. Com foco na produção e venda de sabonetes, buchas, hidratantes com ativos da região amazônica, começou o negócio em feiras e comercialização através de amigos, o crescimento da empresa aconteceu após ter participado de um processo seletivo, conseguindo espaço em uma incubadora, se tornando uma fábrica. 

 

A empresa antes da pandemia estava aberta em dois shoppings e em uma feira de artesanato, e foi afetada pelas restrições durante 2020, como explica Nayla, “90% da minha venda era para o turismo, então minha empresa ela vive muito do que ela vende pra fora, seja pro cliente de fora, seja para o turista que vem aqui, sendo que nossa cidade é turismo o ano inteiro, mas com a pandemia simplesmente parou tudo”. Conta. 

O faturamento que era em torno de 60 mil reais, caiu para 5 mil no auge da pandemia, os oito funcionários da empresa foram demitidos, e ao final do ano com o fechamento de tudo de novo as vendas caíram, “Hoje a gente vive de alguma venda que é muito tímida”. 

 

Nayla se arrepende de não ter investido mais no e-commerce e redes sociais que poderia ajudar neste período de restrições. “Eu sei que eu falhei nessa área de não movimentar rede social e hoje eu sinto muito isso”. Diz. 

 

A empresária conta que apesar do governo ter lançado uma linha de crédito para financiamento, ela lamenta a quantidade de burocracia, “Até pra gente que é indústria que tem como comprovar volume de venda é muita burocracia é muito complicado.” Ressalta. 

Apoio

No entanto, ela afirma que tem tido apoio junto às administrações dos shopping, que neste período não tem cobrado aluguel. Além disso dão um tempo para o lojista se reerguer, e até abrem linhas de crédito para que precisa.

 

“Agora é ter paciência, calma, o importante é que a gente ter saúde, esperar passar que vamos reconstruir tudo novamente”. Finaliza. 

 

Rafael Marques

Do palco para os cosméticos.

O músico Rafael Marques, músico e produtor artístico que toca em bares e faz shows na noite manauara, teve que parar as atividades quando as restrições chegaram ao setor de eventos.

“Quando pararam as atividades eu fiquei focando mais nos meus outros negócios, que é empreender na área de cosméticos, porque são produtos que as pessoas precisam. Mas eu comecei a pegar forte na produção musical, fazendo muita gravação de artistas de Manaus”. Conta. 

Contudo, após o decreto do começo do ano as atividades presenciais de produção musical também paralisaram, ficando apenas um número menor de produções remotas. Dessa forma, Rafael Marques resolveu focar só nos cosméticos, sendo que para o músico ficou difícil tendo em vista a falta de eventos. 

Em relação à venda de cosméticos, Rafael já tem clientes ativos. Além disso, busca sempre utilizar sua lista de contatos de WhatsApp e redes sociais para comercialização de produtos via delivery.

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Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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