Como podemos prevenir o câncer de mama?

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Nutricionista explica como ter uma alimentação mais saudável é fundamental para fortalecer o organismo contra doenças

A cada ano que passa a campanha do Outubro Rosa vem ganhando mais força. E, essa mobilização tem como objetivo conscientizar e alertar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Dessa forma, as instituições se mobilizam para engajar o público feminino a realizarem seus exames regularmente. Entretanto, além dos exames preventivos, existem alguns hábitos que podemos adotar para ter uma vida mais saudável e prevenir não só o câncer, mas muitas outras doenças.

A nutricionista Ana Laura R. Bordinhão, mestre em oncologia pelo Hospital de Câncer de Barretos, São Paulo, que é nutricionista da Noova Oncologia, clínica que integra a rede de Credenciados do Plano CELOS, destaca que muitos alimentos contêm nutrientes com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, como fitoesteróis, vitaminas C e E e betacaroteno, que possuem funções protetoras das células.

“Vários estudos têm demonstrado que, mais importante do que o consumo de nutrientes isolados, a adoção de um padrão alimentar saudável pode contribuir para a diminuição do risco do desenvolvimento de câncer. E esse cuidado também se relaciona com a redução do peso corporal, que é outro importante aspecto de alerta, especialmente em mulheres na pré e pós-menopausa”, conforme destaca Ana. Ela lembra ainda que homens também podem ter a doença, embora isso seja menos comum.

Fatores de risco relacionados à alimentação

1.O consumo de álcool é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama. Não há indicação de dose segura. Portanto, a recomendação da IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) é não consumir principalmente no período pré menopausa;

2. No entanto, em relação ao peso, estudos mais atuais demonstram que o fator de risco se deve não apenas ao excesso de peso, mas ao aumento do percentual de gordura.

Outra condição comum associada ao ganho de peso é o menor controle glicêmico, que também teria impacto negativo e pode colaborar com o surgimento da doença;

3. O consumo de alimentos ultraprocessados é associado com maior incidência da doença e as razões para essa associação são: baixa qualidade nutricional e presença de substâncias que atuam de forma semelhante ao estrogênio (os chamados disruptores endócrinos).

Então, confira estratégias preventivas

Ainda de acordo com Ana, o segredo está em dar prioridade para uma dieta rica em nutrientes e minerais. Sendo assim:

• Invista no no consumo de folhosos, vegetais e legumes com baixo teor de carboidratos. Esses alimentos podem auxiliar na manutenção do peso adequado, melhor controle glicêmico e funcionamento intestinal. Exemplos: acelga, alface, agrião, rúcula, couve, brócolis, repolho, alcachofra, espinafre, abobrinha, berinjela, entre outros;
• Reduza o consumo de alimentos ultra processados e refinados. Prefira consumir alimentos na sua versão integral;
• Reduza o consumo de açúcares (lembrando que podem estar presentes com diferentes nomes nos rótulos de alimentos) favorecendo um melhor controle glicêmico;
• Consuma diariamente fontes de polifenóis e fitoquímicos como: canela, cúrcuma, chá verde, cacau, berries (morangos, mirtilos, framboesas, amoras), que auxiliam na regulação do ciclo celular e possuem altas concentrações de antioxidantes, fundamentais para evitar o envelhecimento celular, que está associado a um maior risco de câncer;
• Coma mais crucíferos (brócolis, couve, couve flor, repolho, couve de bruxelas, folha de mostarda). Em especial o brócolis, fonte de sulforafanos. Para ter acesso a essa substância considerada quimiopreventiva é importante que o alimento seja cortado e fique por alguns minutos exposto ao ambiente antes de passar pelo processo de aquecimento. Esses minutos de exposição ao oxigênio (após o corte) permitem que a enzima mirosinase atue transformando glucosinolato em sulforafano e aumentando o potencial preventivo do brócolis;
• Coma diariamente alimentos fontes de carotenóides (nas cores laranja e verde escuro) como: cenoura, manga, caqui, mamão, physallis, couve-manteiga. Eles apresentam um grande papel regulador da imunidade e saúde da mulher. Os carotenóides auxiliam na primeira barreira de defesa e na chamada vigilância antitumoral;
• Invista no consumo de fibras e lembre-se: o maior consumo de fibras precisa vir acompanhado do maior consumo de água, para que ocorram os efeitos de regularizar o funcionamento intestinal. Alimentos como chia, linhaça, aveia, psillium, farinha de banana verde são importantes fontes de fibras. Por fim, um intestino que funciona de forma regularizada auxilia na imunidade e permite um melhor equilíbrio estrogênico, o que promove proteção contra o câncer de mama.

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