Casos de câncer de próstata chegam a 68 mil por ano no Brasil.

Compartilhe

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem foi formulada para promover ações de saúde que contribuam para o bem-estar do homem. Dessa forma, pretende tornar os homens protagonistas de demandas que consolidem seus direitos de cidadania.

O Novembro Azul teve início em 2003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem os homens com ênfase na prevenção do câncer de próstata.

Todos os dias, 42 homens morrem em razão do câncer de próstata e, atualmente cerca de, 3 milhões vivem com a doença. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes/ano devido a doença no Brasil, para cada ano do biênio 2018/2019.

É o tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele, ocorrendo embora em homens mais velhos – cerca de 6 em cada 10 casos são em pacientes com mais de 65 anos.

Próstata:

É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, junto com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Sintomas:

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Entretanto, na fase avançada, os sintomas são:

– dor óssea;
– dores ao urinar;
– vontade de urinar com frequência;
– presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Fatores de risco:

– histórico familiar de câncer de próstata, como por exemplo, pai, irmão, assim como tio;
– raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
– Além de obesidade.

Antes de mais nada, prevenção e tratamento:

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

Entretanto, cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados só pela alteração no toque retal.

Outros exames solicitados se houver suspeita de câncer, são as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

A melhor forma de tratamento vai depender de acordo por vários aspectos, como: estado de saúde atual, estado da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância, onde há monitoramento da evolução da doença, intervindo conforme haja progressão.

Por fim, o exame de toque retal e de PSA, são um dos meios para detectar a doença no início, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos invasivos. Sendo assim, converse sempre com seu urologista sobre o tema, tirando dúvidas e sem preconceitos.

Portanto, a detecção e o tratamento precoce podem salvar vidas. Para mais informações acesse o site do INCA conforme está no link

WhatsApp chat