Baile Místico 2021: Meyer Filho terá painel no Centro de Florianópolis

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No ano em que a morte de Meyer Filho completa 30 anos, o artista e sua obra farão parte do novo painel em Florianópolis.

Fotos – Instituto Meyer Filho.

Os galos fantásticos, os cavalos alados, os seres mitológicos e siderais, os quintais, o sol vermelho e a viagem a Marte que marcam a obra de Ernesto Meyer Filho vão fazer companhia a Cruz e Souza, Franklin Cascaes e Antonieta de Barros nas ruas do Centro de Florianópolis. Um painel inspirado no artista e sua obra será o próximo a ser retratado em uma arte de rua – no caso, nas paredes laterais do Edifício Comasa, um dos mais tradicionais da Rua Felipe Schmidt. 

A pintura do painel ocorre em substituição ao Baile Místico, cancelado de novo este ano em função da pandemia. O evento – que, em 2019, ganhou as ruas do Centro da Capital num grande cortejo de criaturas místicas – é o que deu origem ao projeto de lei que levou à criação do Outubro Místico.

Iniciativa

A iniciativa da pintura é da Associação FloripAmanhã e do Museu da Escola Catarinense, vinculado à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio de Floripa Sustentável, Instituto Meyer Filho e COMAP – Comissão Municipal de Arte Pública do IPUF/PMF. Este Projeto ocorre por realização do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura ∕ Artes – Edição 2020, com apoio em forma de doação da ENGIE.

Praia do Bom Abrigo I | guache e crayon sobre papel | 43 x 36.5 cm | 1963
Pintura Praia do Bom Abrigo – Meyer Filho.

A pintura começa a ser feita nos próximos dias, logo após a conclusão da limpeza da parede. No entanto, deve ficar pronta nas primeiras semanas de novembro, segundo a previsão do produtor Victor Moraes Heyde. A arte tem assinatura do artista Rodrigo Rizo, com assistência de Tuane Ferreira.

A obra de Meyer Filho é uma caminhada através do fantástico. O artista, falecido em junho de 1991, é considerado um dos principais expoentes do Modernismo na arte catarinense. Atuou num momento de virada paradigmática da arte, abrindo caminhos para o que viria a se chamar arte contemporânea.

O Outubro Místico em Florianópolis

Criado para dar mais visibilidade a Florianópolis no mês de grandes eventos como Oktoberfest, Fenarreco e Marejada em Santa Catarina, o Outubro Místico surge para despertar a Capital para o turismo com aquilo que ela tem de melhor. Mas, principalmente: resgatar a cultura mística da Ilha, envolta em bruxas, boitatás, lobisomens e fantasmas, cujas lendas artistas locais imortalizaram.

Cultura mística de Florianópolis ganha livro e vídeo.

A ideia é trabalhar esse repertório no mesmo sentido do Halloween, só que valorizando essa mitologia já existente na cidade. Florianópolis. Afinal, se tornou Ilha da Magia não só por suas belezas naturais, mas também por toda a mística sobre suas freguesias. Sendo assim, a expectativa é que, o espírito do evento ganhe vida própria na Ilha no mês de outubro. Sobretudo, com programação variada por vários bairros e comunidades.

O Outubro Místico virou lei em Florianópolis em maio de 2021, passando a integrar o calendário cultural da Capital e confirmando o sucesso do 1º Grande Baile Místico, realizado em 2019. A expectativa, agora, é que ele se torne o evento oficial que faz a abertura oficial do Mês da Magia na Ilha.

Baile Místico.

O Baile Místico, criado numa ação entre a Associação FloripAmanhã, o Museu da Escola Catarinense e outros parceiros. Dessa forma é um cortejo alegórico à fantasia inspirado na lenda do baile das bruxas de Itaguaçu, criada pelo artista Gelci Coelho, o Peninha. Na história, as bruxas lideram um grande baile e todas as entidades sobrenaturais recebem convites. A ideia, portanto, é transformar a cidade em um grande Carnaval fora de época, como se fosse um Hallowen local.

“Na lenda das bruxas de Itaguaçu, elas chamam todo mundo para a festa. E o Baile Místico foi criado justamente para repetir esse espírito e criar essa marca em outubro”. Conforme conta a coordenadora de produção do Baile Místico, Bebel Orofino.

Em 2020, o evento também não ocorreu em virtude da pandemia. Mas, para não deixar a data passar em branco, a Associação FloripAmanhã e o Museu da Escola Catarinense, lançaram um um livro digital de 132 páginas e um vídeo documentário com o registro do evento de 2019. 

Por fim, para 2022, a ideia é a volta do Baile Místico. 

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