“Agosto Lilás” reforça a luta para acabar com a violência contra a mulher

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Lei Maria da Penha completa 14 anos nesta semana. Para reforçar o compromisso na luta para acabar com a violência contra a mulher, o Governo do Estado, promove o “Agosto Lilás”. Um dos objetivos da iniciativa é mostrar os indicativos de um relacionamento agressivo e que todos saibam como denunciar as situações em que a mulher corre o risco de ser vítima de violência. As ações são por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (SDS).

“Campanhas são alertas. Estão sempre a nos lembrar que temos que mudar de atitude. Só com a conscientização do presente poderemos, sim, mudar o nosso futuro”, explica a secretária Maria Elisa da Silveira De Caro. Ainda assim, ela acrescenta que o Agosto Lilás é uma conquista das mulheres catarinenses na luta pelo fim da violência.

Em razão da pandemia do Covid-19 e da necessidade do distanciamento social, as ações de conscientização deste ano serão em formato virtual. Dessa forma, com realização de debates, postagens em redes sociais e sites, além de instituições do Governo, assim como divulgação também na imprensa.

A campanha, embora realizada em todo país, foi regulamentada em 2019 em Santa Catarina pelo governador Carlos Moisés, com objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e divulgar a Lei Maria da Penha.

Crescimento da violência.

Em março e abril, o índice de feminicídios cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já as chamadas para o número 180 tiveram aumento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do governo federal.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) entrou com apoio a campanha Sinal vermelho contra a violência doméstica. “A mulher que sofre violência tem medo e dificuldade de denunciar e nós queremos mudar isso, rompendo com esse ciclo. Preparar pessoas para o acolhimento, em locais que ela tem acesso mais facilmente, pode fazer toda a diferença nos casos de subnotificação”, afirmou a ministra Damares Alves.

No entanto, no mês de maio o Instituto Maria da Penha também lançou uma campanha contra a violência doméstica.

Para difundir a campanha, os organizadores contam com o apoio da Abrafarma, Abrafad, Instituto Mary Kay, Grupo Mulheres do Brasil, Mulheres do Varejo, Conselho Federal de Farmácia, Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil, Conselho Nacional dos Comandantes Gerais, Colégio das Coordenadorias Estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica, Fonavid, Ministério Público do Trabalho, Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais,  Conselho Nacional do Ministério Público, Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais, Promulher do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Inforamções Marta Scherer.

Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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