02 de abril é o dia mundial da conscientização sobre o autismo

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Associação Catarinense de Psiquiatria orienta como os pais de crianças autistas podem ajudá-las nessa fase de rotinas restritas

Há mais de um ano, vivemos as incertezas e mudanças de rotina por conta da pandemia. Aulas online, restrições para o uso de parques e demais locais de lazer, a rotina de todos os membros familiares também com alterações, enfim, uma série de ações difíceis para qualquer pessoa, mas que traz alguns pontos de atenção para os autistas.

A presidente da Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), Dra. Deisy Mendes Porto, explica os aspectos que os pais devem prestar atenção para auxiliar os seus filhos, enquanto a fase de isolamento social não termina. “Crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA), costumam ter ainda mais dificuldade para lidar com as mudanças de rotina: o fechamento de escolas, isolamento social, entre outras alterações no cotidiano”.

Sentados em uma sala de estar em volta de uma mesa, um jovem abraça sua mãe sorrindo, e ao seu lado há uma psiquiatra

E ainda afirma, “Isso acontece, pois elas necessitam da manutenção de uma rotina para que se sintam seguras e consigam se organizar. Por isso, os pais dessas crianças devem observar se elas apresentam alterações no padrão do sono, quadros de ansiedade e irritabilidade, que – apesar de serem sintomas comuns às pessoas autistas ou não, os impactos podem ser sentidos de maneira mais intensa pelos autistas.”

Uma criança segura uma peça em formato de coração brincando com um quebra-cabeça colorido

Autismo não é fator de risco.

Vale ressaltar que o autismo não é um fator de risco para a COVID-19, crianças e adolescentes com TEA tem sintomas igual aos de outros jovens sem o transtorno. Mas, alguns hábitos típicos do autismo podem criar dificuldades na adoção das medidas preventivas.

São os casos dos autistas que mostram interesse em odor, sabor e textura de objetos, sendo comum vê-los, passar as mãos e levar à boca. Essas práticas aumentam a chance de contaminação e os pais devem estar atentos às questões de higiene, com os ambientes ventilados e compartilhamento de objetos.

“É importante que os pais e familiares próximos estabeleçam e mantenham uma rotina para as crianças autistas. Elas, assim como qualquer outra pessoa, também ficam entediadas pelas limitações do isolamento social. Elas precisam de novidade, estímulos e de novas brincadeiras, cabe aos pais observarem essas necessidades e adequar as atividades do dia a dia com criatividade. Ao notarem algum comportamento mais agudo, procurem ajuda dos profissionais de saúde que acompanham a criança.”, diz a psiquiatra.

Sobre a ACP

A ACP é uma entidade científica sem fins lucrativos dos psiquiatras do Estado de Santa Catarina. Filiada à Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a ACP foi fundada em 1965. Desde então, dirige suas ações para o aprimoramento científico e técnico de seus associados, para o desenvolvimento da aérea médica da Psiquiatria, divulgando e esclarecendo a comunidade leiga sobre temas ligados a Saúde Mental.

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